
ÃNGELA DIP NUA
Conheço muito marmanjo que daria um olho pra ver a Ângela Dip pelada. Mesmo tendo de vê-la com o olho que sobrou, o cara já estaria com a vida ganha. Bem, chegou a hora.Ela está de volta no Teatro Augusta ( www.teatroaugusta.com.br ) com o espetáculo O Barril, com direção de Vivian Backup. Vestida de barril.
Quando assisti achei a melhor coisa daquele ano. Vale notar que vejo em média 10 peças por ano. Sei que preciso melhorar este fundamento no meu futebol etc...etc...
O espetáculo tem uma coisa rara: inteligência com simplicidade.
Aí vai o serviço:
O BARRIL
Texto e interpretação: ÂNGELA DIP
de 11 de a 27 de fevereiro – Sexta 21 30h, sábado 21h e domingo as 19h.
Preço: 10 pratas
Escrito por sergio às 18h44
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POUCAS VEZES UM CARA DISSE TANTO COM TÃO POUCO
Eu simplesmente nunca tinha ouvido falar do cineasta norte-americano Terence Malick, até assistir ao genial “Além da Linha Vermelha” (1998) . Entre alguns roteiros e produções, o velho Terence dirigiu apenas 03 filmes em 30 anos: Terra de Ninguém (1973), Days of Heaven (1978) e o já citado acima. Em 2004 co-dirigiu Undertow e vem aí com The New Word, provavelmente uma versão nada disneylândia da história de Pocahontas. Não tenho o menor interesse por este tipo de coisa, mas se o cara resolver filmar a história da farinha de trigo, pode mandar que eu assisto.
Em Terra de Ninguém, o camarada já mostra porque estudou em Harvard e escrevia para o New Yorker. O filme é crivado por silêncios, isolamento e precisão. Trata da história real da fuga de dois malas sociopatas: Charles Starkweather e Caril-Ann Fugate, que nos anos 50 mataram 11 pessoas sem nenhuma, digamos assim, boa razão.
Martin Sheen, faz um típico caipira do meio-oeste americano que se acha o próprio James Dean dedo mole. Sua namorada, Sissy Spacek, beira o retardamento mental, tamanha obtusidade. A maneira como o velho Terence conduz o filme é que é de matar. Revira os gêneros roadmovies, western, arte-pop. Filma insetos, vira-latas, o diabo, e nada de firula. Vai ao ponto.
Geralmente quando fazemos um filme aqui, ou o cara filma sapatos (cheguei a acreditar que todo diretor pouca prática é sapateiro frustrado) , ou liga a câmera e obriga o ator tirar leite de pedra. Como é bom ver um trabalho onde o camarada lida com gêneros manjados, mas sabe o que fazer com eles. O que poderia ser um mero zoológico de tipos, se transforma em uma obra du caralho!
Escrito por sergio às 14h12
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A NOSSA BRASILIDADE, VERSÃO 2005.
Pra não dizer que não tentei, dei uma boa olhada nos desfiles das escolas de samba. Ficou a constatação do péssimo nível do jornalismo. Era só dar alguma merda, que as perguntas mais idiotas e “boca preta” eram cuspidas na face dos nossos sambistas. Repórter: “A senhora está triste por ter sido impedida de desfilar?” “Porque está chorando?” “Antes do desfile o senhor pensa em que?”
é caso do representante da velha guarda responder: “Estou pensando em pegar o Viagra e dar uma ocupação melhor pra sua boca do que a de ficar perguntando tanta besteira, ou “Vou receber algum dinheiro por estes efeitos de computador com logomarcas de cervejaria?”.
Escrito por sergio às 13h01
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